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13 Reasons Why: a série sobre suicídio que mudou minha maneira de encarar a vida

Há algumas horas, terminei o último episódio da primeira temporada de 13 Reasons Why, série disponível na Netflix. A produção conta a história de Clay Jensen, um jovem comum que recebe em casa uma caixa com várias fitas, que quando ele começa a ouvir descobre que quem as gravou foi Hannah Baker, uma amiga de escola que cometeu suicídio. Nas fitas, Hannah explica a treze pessoas como elas desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze razões que explicam os motivos dela ter se matado.

TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 3 DE ABRIL DE 2017 
ATUALIZAÇÃO: 16 DE MAIO DE 2018

Desde que eu comecei a assistir essa série, cuja segunda temporada fica disponível dia 18 de maio, um pensamento em particular não me sai da cabeça: o impacto que temos na vida das pessoas. Me dei conta que nós realmente não temos a mínima noção do tamanho dele. Nossas vidas são eternos ciclos de efeito borboleta – o bater de asas de uma borboleta de um lado do mundo pode causar furacões do outro lado; do mesmo modo que um olhar, um gesto, uma palavra, uma conversa pode afetar alguém.

Parece loucura e alguns provavelmente vão dizer que é besteira, mas o modo como você trata um estranho – ou até mesmo quem você conheça – pode definir o dia e, às vezes, até a vida dessa pessoa.

Quantas vezes você maltratou alguém?

Quantas vezes você foi rude com um garçom só porque ele demorou para trazer o seu prato? Quantas vezes você zombou de um desconhecido só para parecer legal na frente dos seus amigos? Quantas vezes você descontou toda sua raiva por ter tido um péssimo dia em outra pessoa?

Não adianta negar, todos nós já fomos maus com alguém um dia. Todos nós já descontamos nossas frustrações em outros. Todos nós já cometemos grosserias sempre desnecessárias. Todos já fizemos bullying. Assim como também todos já fomos zombados, maltratados ou usados como bode expiatório. É um círculo vicioso: nós julgamos e somos julgados, maltratamos e somos maltratados, machucamos e somos machucados. Você trata as pessoas como gostaria de ser tratado?

Em 13 Reasons Why, série Netflix sobre suicídio, a história de Hannah Baker não é diferente. Ela é julgada, maltratada e machucada de diversas formas. E também passou por outras coisas que eu pessoalmente nunca passei (e espero nunca passar), assim como várias outras pessoas nunca passaram, mas infelizmente também existem milhares que já enfrentaram situações semelhantes e tiveram o mesmo fim dela.

VOCÊ É UM DOS 13 PORQUÊS? 

Eu aposto que muita gente começou a série pensando “EU SOU HANNAH BAKER” ou então “EU JÁ FUI HANNAH BAKER”. Meu caso não foi diferente, não nego. Entretanto, quando eu terminei o último episódio, percebi que também já fui como os 13 porquês dela.

Eu já fui Jessica, a amiga que se afastou sem motivos. Eu já fui Alex, o amigo que deu as costas porque começou a namorar. Eu já fui Zach, o cara que foi gentil num momento difícil e depois agiu como um babaca. Eu já fui Courtney, a amiga que fez outra pessoa se sentir pior só porque sua vida estava péssima. Eu já fui Ryan, o jovem que pegou carona no sucesso de um colega por razões egoístas. Eu já fui Clay, o bom garoto que viu coisas ruins acontecerem e não fez nada.

Eu já fui todas essas pessoas, já fiz todas essas coisas e também outras piores. Talvez você se identifique também. Não é fácil admitir isso. É vergonhoso! Lembra uma parte de nós que não gostamos, que não nos orgulhamos, de erros que preferimos esquecer. Mesmo que não sejamos mais assim, que tenhamos mudado. É importante lembrar que admitir que você tenha feito isso não te faz uma pessoa ruim, mas podemos mudar na tentativa de sermos melhores.

O fato é que existem milhares de Hannah Bakers por aí, e provavelmente parte delas passe por nós diariamente. Talvez as histórias sejam completamente diferentes da de Hannah; talvez não. Ou quem sabe, assim como Hannah, elas podem estar esperando uma luz entrar em suas vidas. Um sinal de que as coisas podem mudar e melhorar.

Você pode não ter a mínima noção do que eu esteja falando agora, mas basta entender isso: diversas pessoas passam por sua vida todos os dias. Algumas você conhece, outras não. Talvez uma delas esteja gritando socorro internamente porque está passando por coisas realmente ruins sozinha e não sabe como falar com alguém. Não sabe como pedir ajuda ou não quer pedir ajuda, o que não significa que ela não precise. Essa pessoa pode estar por um triz, segurando uma corda prestes a arrebentar; torcendo para que apareça uma mão ou uma corda que a puxe para cima. Talvez ela só queira um lampejo de esperança, um sinal que a dê forças. SEJA esse sinal! Traga esperança, luz e amor para as pessoas – ou pelo menos tente.

Não seja um dos porquês! Não de um motivo para ela cortar a corda e desistir da vida. Mostre que ainda existem coisas boas no mundo, que a vida vale muito a pena ser vivida. Nem todo dia vai ser ensolarado, mas é possível encontrar beleza e esperança mesmo nos dias mais tempestuosos.

Nunca se sabe o poder que um gesto ou que uma palavra terá sobre alguém, talvez o seu simples “Olá, como você está?” salve uma vida; ou então um brilhante sorriso, ou até mesmo um olhar carinhoso. Um gesto completamente simples pode fazer toda diferença para alguém.

Tenha empatia, se coloque no lugar dos outros. Seja a alegria do dia de alguém, lhe dê um motivo para sorrir.

Se você leu esse texto e não assistiu 13 Reasons Why na Netflix, eu recomendo muito que você assista.

Essa série sobre suicídio vai mudar sua maneira de encarar a vida. Te garanto!

 

PRECISA CONVERSAR SOBRE SUICÍDIO? 

Pra quem precisa conversar sobre suicídio ou tem dificuldades de falar sobre determinados temas com um conhecido, pode procurar o CVV gratuitamente pelos seguintes canais:
Telefone: 141 – ou 188 no Rio Grande do Sul
Pessoalmente: 76 postos de atendimento em todo o país
Chat, e-mail e Skype, que são encontrados através do site www.cvv.org.br.

Os contatos são sigilosos e anônimos, a pessoa é acolhida com respeito e sem críticas, e por isso consegue tratar de assuntos delicados e íntimos.

A informação é a melhor prevenção ao suicídio!

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